Na segunda fase da Operação Última Chamada, que acontece em todo o país sob responsabilidade do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a ação foi lançada na quinta-feira (17). O objetivo é recuperar telefones celulares irregulares. Em Minas Gerais, o órgão realizou fiscalização em 7 pontos, contando com 15 servidores públicos.

Nesta edição, a ação concentra-se na inspeção de pontos de venda que comercializam celulares de maneira irregular, visando apreender dispositivos ligados a delitos e itens que exibem defeitos de origem ou irregularidades perante a Receita Federal, Receita Estadual e Procon.

No Brasil, a Receita Federal identificou 72 pontos de controle. O órgão busca equipamentos eletrônicos que chegaram ao país de forma irregular, como caixas de transmissão clandestina de canais fechados (TV box) e celulares que não foram importados de maneira regular.

Os comércios foram fiscalizados em oito estados brasileiros: Rio Grande do Norte, Pará, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Alagoas, Espírito Santo, Goiás e Acre.

Durante um período de dez dias, foram recuperados 9.989 celulares, efetuadas 396 prisões em flagrante e fiscalizados 601 estabelecimentos comerciais. Além disso, 51.604 notificações foram enviadas a indivíduos em posse de dispositivos identificados como objetos de crime.

Operação Última Chamada

Em agosto, a primeira fase da operação foi concluída, resultando na apreensão de 6.052 telefones celulares. Entre os dias 10 e 19, foram detidas 97 pessoas em flagrante, fiscalizados 227 estabelecimentos comerciais e emitidas 33.606 notificações.

Estima-se que mais de 3.000 devoluções ocorrerão nos estados do Amapá, Amazonas, Ceará, Paraíba, Piauí e Sergipe. O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), através da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), está liderando as medidas.

Outra vertente da operação tem como objetivo localizar e confiscar dispositivos em prisões do Brasil. Entre maio e julho deste ano, foram iniciadas ações em 267 unidades prisionais. Inicialmente, foram detectados 7.300 aparelhos e 2.254 dispositivos confiscados nas fases locais e nacionais. No total, 8.432 revistas foram realizadas em celas.