Os trabalhadores da Caixa Econômica Federal recusaram a última oferta do banco e confirmaram a greve nacional, que foi iniciada no dia 10. A paralisação permanece sem data de término, enquanto as entidades sindicais continuam em busca de novas negociações.

No local do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 70% dos empregados manifestaram oposição à proposta discutida em assembleia que terminou às 23h desta sexta-feira (11).

O principal ponto de divergência reside na proposta do Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. Esta proposta incluía alterações no modelo de custeio e nas regras de coparticipação.

Justiça

Antes da votação, a Caixa anunciou que a proposta apresentada estava completa e anunciou a possibilidade de recorrer à Justiça do Trabalho caso fosse negada.

O instituto do dissídio coletivo será analisado pelo banco, que serve como instrumento para a Justiça do Trabalho definir as condições necessárias para resolver o impasse entre empregados e a instituição financeira.

Apesar da oposição, a Caixa declarou manter as linhas de diálogo abertas com as entidades que representam os trabalhadores e aspira encontrar um consenso.

Origem

A greve entrou em vigor na quinta-feira (10), após os trabalhadores rejeitarem uma proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), quase 90% das bases sindicais haviam negado o texto anterior apresentado pela Caixa.

Em São Paulo, Paraná e em outras regiões, agências bancárias abriram suas portas somente após o início da greve. Os caixas eletrônicos, no entanto, permaneceram indisponíveis durante o período.

Proposta rejeitada

Entre os principais aspectos disponibilizados pela Caixa estavam:

  • prêmio de R$ 3 mil por empregado;
  • pagamento, na data de 18 de setembro, do aumento no salário, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), do Super Caixa e do prêmio;
  • alteração de 6,5% para 8% enquadramento em gastos da Caixa com Saúde Caixa
  • análise adiantada da dívida da Caixa para o pagamento da 13ª taxa de 2028, 2029 y 2030
  • pagamento de montantes conexos ao PAMS a partir de 2027;
  • R$ 236 milhões em medidas preventivas para a saúde a partir de janeiro de 2027;
  • criação de comitês para avaliar potenciais melhorias no desempenho do plano e fontes adicionais de recursos financeiros.

O proyecto estaba vigente hasta ayer (11).

Saúde Caixa

As alterações no plano de saúde concentraram a maior parte das divergências. Entre as propostas estavam:

  • contribuição dos funcionários no intervalo de 2,3% a 4,1% sobre o salário-base, de acordo com a faixa etária
  • cobranza de valores entre R$ 480 e R$ 660 por cada dependente, dependendo da idade.
  • substituição do limite máximo anual de compartilhamento em R$ 3,6 mil por núcleo familiar por um valor de R$ 4,8 mil
  • limite de 9% para o grupo familiar;
  • implementação de um pavimento no valor de R$ 50 por cada beneficiário
  • cobrança de 13 mensalidades;
  • crescimento de 75 para 150 reais no custo da consulta em atendimento de urgência, além do teto de referência.
  • exemeração da contribuição parcial em procedimentos por telemedicina;
  • recadastramento anual obrigatório.

A proposta original incluía um período de 90 dias para que os titulares, atualmente não abrangidos pelo plano, pudessem se adestrar. No entanto, após o cancelamento, não seria possível voltar ao Saúde Caixa.

Atendimento aos clientes

A Caixa aconselha os clientes a utilizar preferencialmente os canais digitais e remotos durante o período de paralisação. Entre as alternativas estão:

  • aplicativo Caixa;
  • internet Banking;
  • WhatsApp Caixa;
  • Caixa Tem;
  • aplicativos Caixa Cards, Habitação Caixa, DPVAT e FGTS;
  • caixas eletrônicos;
  • rede Banco24Horas;
  • lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.

O atendimento telefônico continua disponível através do Alô Caixa, com números específicos: 4004-0104 para atender as capitais e regiões metropolitanas, e 0800-104-0104 para os demais locais.

Banco do Brasil

A circunstância apresenta variações no Banco do Brasil. Em a maioria dos sindicatos, a categoria aceitou uma proposta oferecida pelo banco e operou de forma normal na sexta-feira (11).

No entanto, a greve continua presente em 18 bases sindicais, onde os trabalhadores não suspenderam o movimento.