O Dia Nacional da Cachaça é celebrado no dia 13 de setembro e Minas Gerais se destaca na produção. O estado abriga a maior quantidade de estabelecimentos especializados em elaboração de cachaça no Brasil. O setor econômico movimentou aproximadamente R$ 624,7 milhões em 2025, conforme levantamento da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

De acordo com o Anuário da Cachaça 2026, publicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Minas Gerais conta com 564 estabelecimentos registrados, correspondendo a 36,7% do total nacional. Além disso, o estado lidera o setor com 2.922 cachaças cadastradas, aproximadamente 35% dos produtos do setor no Brasil.

Em 2025, 54% da receita vinha de vendas para fora do estado, incluindo o mercado interestado e exportações. Os 46% restantes correspondiam ao mercado interno.

No ano em questão, o Brasil comercializou cerca de 8 milhões de litros de cachaça para sete sessenta mercados distintos, obtendo receita de pouco mais de US$ 17 milhões, conforme dados do MAPA. O estado mineiro desempenhou papel significativo, gerando receita de aproximadamente US$ 1,5 milhão, equivalente a 8,8% do total exportado pelo país.

A fabricação de cachaça foi declarada Patrimônio Cultural do Estado pelo Estatuto Estadual nº 16.688, de 2007. Municípios como Salinas, Córrego Fundo, Coronel Xavier Ch Vales, Januária, Paracatu, Raul Sérgio e Itaberá abrigam parte dessa atividade produtiva.

O Dia Nacional da Cachaça foi instituído em 2009 pelo Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), em homenagem ao ano de 1661, quando ocorreu a Revolta da Cachaça. Este movimento levantou em defesa da produção da bebida no Brasil, sendo um marco para a liberação oficial da cachaça pelo governo português.

No Brasil, existem organizações dedicadas à garantia da qualidade dos produtos. O Instituto SENAI de Tecnologia em Química (ISTQ) e o Instituto SENAI de Tecnologia em Alimentos e Bebidas (ISTAB) realizam ensaios físicos-químicos e de contaminantes nas cachaças, com o objetivo de avaliar indicadores como o teor alcoólico, açúcares totais, coeficiente de congêneres, metanol, cobre, chumbo e arsênio.

Os resultados dessas análises auxiliam os produtores em detectar desvios, efetuar melhorias em etapas produtivas e garantir um maior comprometimento com a legislação.