O responsável pelo hotel localizado na rua Guaicurus, número 648, no Hipercentro de Belo Horizonte, foi detido em flagrante após a descoberta de uma adolescente de 16 anos em um quarto do estabelecimento em condição de exploração sexual. A detenção ocorreu quando policiais militares atenderam a uma denúncia que indicava que menores estariam sendo usadas em atividade sexual. Esta ação policial foi motivada por uma informação recebida sobre prostituição de menores no local.

Denúncia e abordagem

De acordo com o registro policial, a guarnição da Polícia Militar (PM) foi acionada após denúncia sobre a presença de menores de idade se prostituindo em um dos estabelecimentos localizados na região da Guaicurus, tradicional reduto de prostituição no Centro de Belo Horizonte. Ao chegar ao local, os policiais fizeram contato com o porteiro e entraram no estabelecimento.

... Durante a inspeção interna do local, um indivíduo jovem foi localizado de forma nua em uma das portas de um quarto. A jovem apresentou um documento de identidade, no entanto, os policiais observaram inconsistências. Questionada sobre os dados do documento, ela demonstrou nervosismo, revelando que a identidade pertencia a uma amiga. Ela informou ser natural do Amapá e ter 16 anos.

Relato da adolescente

De acordo com a adolescente, ela havia circulado pela região da Guaicurus por cerca de um mês e meio antes de entrar no hotel. Uma funcionária do local teria informado que ela poderia retornar, alegando que teria trabalho disponível para ela.

De acordo com o relato, a diária do quarto custava R$ 200, permitindo o uso das 7h às 23h. Além disso, outros quartos do hotel estavam indisponíveis naquele momento, impedindo assim que os policiais realizassem uma busca nos demais cômodos.

Responsável pelo documentário e custódia da instância

A equipe de policiamento realizou contato com o proprietário do estabelecimento, que informou ter recebido uma cópia de um documento de identidade por meio do aplicativo WhatsApp para autorizar a entrada da adolescente. O responsável pelo local declarou não ter notado que o documento pertencia a alguém diferente da pessoa que deveria ser recebida.

Diante dos fatos investigados, o gerente foi detido em flagrante, acusado de abuso sexual de vulnerável e de permitir atividade sexual mediante pagamento no local.

Os oficiais de segurança entraram em contato com a irmã da jovem, que já atingiu a maioridade, que compareceu à Delegacia Especializada de Atendimento às Mulheres para oferecer esclarecimentos e assumir a responsabilidade pela adolescente.