A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) abriu um inquérito para apurar denúncia de possível sabotagem ligada aos recentes rompimentos de adutoras da Copasa na região da Grande Belo Horizonte. A suspeita foi trazida pela própria empresa ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) nesta semana.

A empresa abriu a investigação para esclarecer a denúncia. A Polícia Civil também comunicou que informações adicionais sobre uma possível sabotagem envolvendo a Copasa serão divulgadas à medida que os trabalhos de investigação avançarem.

A hipótese de sabotagem abrange uma série de quatro rompimentos de adutoras ocorridos entre 19 de agosto e 8 de setembro, além de prejuízos causados no sistema antiodor da Lagoa da Pampulha. A Copasa comunicou ao Ministério Público que as primeiras análises realizadas pela companhia apontam a possibilidade de os eventos estarem vinculados a ações criminosas.

Quatro rompimentos em sequência

No dia 19 de agosto, na zona Oeste de Belo Horizonte, no bairro Nova Granada, registrou-se o primeiro incidente. O colapso de uma adutora gerou uma intensa enxurrada, que perfurou uma residência de dois pavimentos e provocou prejuízos nas vias Xapuri e Barão Homem de Melo. O local foi interditado pela Defesa Civil.

No dia 6 de setembro, a rede de distribuição sofreu um rompimento na Praça Guimarães Rosa, localizada no bairro Cidade Nova, na zona nordeste da cidade. No dia seguinte, um rompimento em uma adutora ocorreu na avenida Caetano Piriri, no bairro Milionários, no Barreiro, causando alagamento na avenida Olinto Meireles e interrompendo o fornecimento em 65 bairros.

Em 8 de setembro, uma adutora se rompeu nas proximidades da BR-040, na área da Ceasa, em Contagem. O rompimento deixou 2.632 imóveis sem abastecimento de água e afetou 13 bairros. A Copasa, em avaliação preliminar, sugeriu que a movimentação de solo na faixa de domínio da rodovia poderia ter causado o vazamento.

Sistema antiodor também foi danificado

No dia seguinte, 9 de setembro, o sistema antiodor localizado na Lagoa da Pampulha foi alvo de vandalismo e materiais elétricos foram furtados. O equipamento, instalado há pouco tempo nas proximidades do Aeroporto da Pampulha, contou com um investimento aproximado de R$ 240 mil.

O sistema, desenvolvido para diminuir a concentração de gases que geram o mau cheiro na região, ficou fora de operação após a depredação. A Copasa informou que a restauração deverá demorar cerca de um mês.

Atualmente, os episódios estão sendo investigados pela Polícia Civil. A instituição comunicou que novas informações serão divulgadas à medida que o inquérito progride.