O El Niño continua se intensificando e está previsto para se tornar o evento mais forte registrado desde 1950. Uma atualização divulgada nesta quinta-feira (10) pela Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA) sugere que o fenômeno continuará aumentando sua intensidade até o final de 2026.

De acordo com a NOAA, a probabilidade de um El Niño muito forte ocorrer durante o outono e inverno de 2026/2027, no Hemisfério Sul, é superior a 90%. Há ainda 75% de probabilidade de que o fenômeno seja o mais intenso registrado desde 1950 entre outubro e dezembro de 2026.

A nova previsão reforça o cenário apresentado pela NOAA, que, em sua ocasião, antecipava alta possibilidade de um 'Super El Niño' muito forte entre outubro e dezembro. Agora, a agência mantém a previsão de forte intensificação do fenômeno e aponta a possibilidade de um evento histórico.

El Niño se intensificou em 2026

Em agosto, os valores anomolados da temperatura da superfície do mar no Leste do Pacífico Tropical ultrapassaram 3°C, ao mesmo tempo em que o índice Niño 3.4 atingiu 1,8°C.

Dois anos atrás, em 2026, o clima apresentou uma série de mudanças significativas. O ano começou sob o regime de La Niña, transitou pela condição de neutralidade e, em junho, foi oficialmente classificado como El Niño. Desde então, o fenômeno tem demonstrado uma rápida intensificação.

O El Niño é identificado por uma subida anormal das temperaturas das águas do Pacífico Equatorial, o que resulta em variações nos padrões de precipitação e temperatura em diversas áreas geográficas.

Impactos do El Niño sobre o Brasil

As previsões meteorológicas sugerem maior chance de precipitação em relação à média em diversas partes da Região Sul, com destaque para o estado do Rio Grande do Sul.

No entanto, áreas das regiões Norte, Nordeste e do Centro-Oeste apresentam menor expectativa de precipitação em relação à média esperada.

A previsão meteorológica indica que as temperaturas seguirão acima da média em grande parte do território nacional.

As condições climáticas podem alterar nos próximos meses, então as projeções devem ser monitoradas nas atualizações futuras dos órgãos de monitoramento climático.