O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) foi acionado por denúncia que aponta o uso indevido de aeronaves na campanha de Cleitinho Azevedo e Luís Eduardo Falcão, ambos concorrentes ao Governo de Minas. A informação veio de uma manifestação anônima encaminhada à Ouvidoria, alegando possíveis irregularidades no emprego de aviões particulares para fins eleitorais. Em resposta, a campanha descreve a acusação como infundada (veja a íntegra abaixo).
De acordo com a 3ª Promotoria de Justiça de Patos de Minas, a Notícia de Fato recebeu autuação para investigar alegações de suposto abuso de poder econômico envolvendo Cleitinho e Falcão. A documentação encaminhada à Ouvidoria destaca potenciais irregularidades nos campos de financiamento de campanha, uso indevido de poder econômico e assédio eleitoral.
Procuradoria Regional Eleitoral
Mesmo após a Notícia de Fato ter sido autuada pela Promotoria de Justiça de Patos de Minas, o próprio Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) esclareceu que a responsabilidade de conduzir o processo recai sobre a Procuradoria Regional Eleitoral de Minas Gerais, que faz parte do Ministério Público Federal.
Com a autuação realizada e em conformidade com a Portaria Conjunta PRE/MG e PGJ-MG nº 01/2026, o processo foi encaminhado ao Excelentíssimo Senhor Procurador-Regional Eleitoral de Minas Gerais, responsável pelo conhecimento da questão e pela tomada de medidas adequadas, comunicou a 3ª Promotoria de Justiça de Patos de Minas.
A norma mencionada pelo MPMG estabelece as diretrizes para a atuação dos promotores eleitorais nas Eleições de 2026. Ao ser encaminhada, a Procuradoria Regional Eleitoral terá a responsabilidade de avaliar o conteúdo da manifestação e determinar as medidas que considerar necessárias.
A simples divulgação da Notícia de Fato não implica que as supostas irregularidades tenham sido confirmadas. Ao ser contatada, a assessoria de Cleitinho declarou que a acusação carece de fundamento e afirmou que todas as ações da campanha estão em conformidade com a legislação eleitoral. “Não há base para essa acusação. Todos os atos da campanha obedecem às normas eleitorais”, disse.





