Nas escolas particulares de Minas Gerais, a rotina continuará sem interrupções nesta quarta-feira, dia 16, mesmo com a paralisação anunciada pelos docentes da rede privada. O comunicado foi feito na terça-feira, 15, pelo Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (SinepeMG).

Conforme a organização, nenhuma das aproximadamente 4,2 mil escolas privadas de BH indicou intenção de suspender suas atividades. O sindicato garante que as unidades continuarão a atender estudantes e seus responsáveis.

O Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas) comunicou a paralisação após a reunião realizada na quinta-feira (10). A categoria optou por suspender as atividades docentes a partir da próxima quarta-feira e marcará uma nova reunião, às 9h, para decidir sobre a manutenção da greve sem prazo definido.

Entenda o impasse

A paralisação acontece enquanto as negociações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) permanecem em impasse, documento que define direitos dos docentes, incluindo remuneração e benefícios.

Uma das grandes controvérsias diz respeito à sugestão do SinepeMG de separar a convenção vigente em dois textos distintos: um dedicado aos professores da educação básica e outro aos docentes do ensino superior.

O sindicato das escolas sustenta que a divisão possibilitaria negociações mais alinhadas às variadas realidades das instituições de ensino privado. Conforme o SinepeMG, o segmento reúne escolas de tamanhos e condições econômicas diversificadas.

O Sinpro Minas recusa a proposta e sustenta a continuidade da convenção vigente, sem mudanças. A categoria também exige aumento salarial baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de 3,77%.

De acordo com a entidade sindical dos docentes, a alteração poderia minar a força de negociação coletiva e criar brechas para modificações em benefícios obtidos pela categoria, tais como bolsas de estudo e igualdade salarial.

Posicionamento do SinepeMG

Na nota divulgada nesta terça-feira, o SinepeMG afirmou que nenhum benefício já garantido aos professores pela atual convenção está sendo revogado.

A organização afirmou ainda que permanece aberta a negociações e referiu uma audiência ocorrida no Tribunal Regional do Trabalho. De acordo com o sindicato, enquanto o Sinpro Minas escolheu seguir o dissídio coletivo e se retirou das discussões para firmar um acordo, o SinepeMG continua pronto a procurar uma solução através do diálogo.

Quanto à paralisação, o sindicato declarou que seguirá a manifestação prevista, porém destacou que nenhuma escola comunicou a intenção de suspender suas atividades.

De acordo com o SinepeMG, as instituições privadas de ensino em Minas Gerais manterão suas atividades regulares nesta quarta-feira, dia 16.