Todo mês, o movimento KM’s Pela Vida realiza um encontro na orla da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, com o objetivo de incentivar o autocuidado e alertar sobre a prevenção do suicídio. O evento acontece no último sábado de cada mês, com a concentração às 7h30 no Marco Zero da lagoa, e encerra na Igreja de São Francisco de Assis.
A ação integra o projeto Atleta Por Propósito, criado por Vinicius Murta, que via o esporte como instrumento para enfrentar as dificuldades da vida. Ele relata que, na infância, tentou suicídio e encontrou na prática de atividades físicas a força necessária para combater a depressão.
Para o atleta, a persistência exigida para concluir uma prova também reflete uma decisão de viver. “Eu fui atrás daquela criança que quis desistir da vida e tentei reconhecer os sonhos que ela tinha. Um deles era ser atleta. Então, comecei a praticar atividade física do zero, com o objetivo de ensinar as pessoas a não desistirem”, revela.
O movimento agora possui abrangência nacional, atuando em 12 estados, e em 2025 recebeu aprovação como projeto de extensão da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais.
Contamos com a capacidade de aliviar a dor da depressão por meio do esporte como catalisador de mudança. Esse lema reflete nossa missão e, segundo Murta, repetimos: 'Vamos juntos, ninguém é tão bom sozinho, não desista!'.
Em setembro, o encontro acontecerá no dia 26.
Não existe limite de idade para buscar a saúde
Entre os que impulsionam a mensagem, Carmosina Souza Lima, 84 anos, atua como embaixadora do KM’s Pela Vida. Ela descobriu na corrida uma maneira de preservar sua saúde e, há mais de vinte anos, segue uma rotina que inicia antes das 5h da manhã.
Carmosina, em quatro dias da semana, corre sozinha na orla da Lagoa da Pampulha, percorrendo distâncias que variam de 7 a 15 quilômetros.
Para ela, a prática de correr representa um fator essencial tanto para o bem-estar físico quanto para o equilíbrio psicológico. "Correr é algo que eu realmente aprecio e traz enormes benefícios à minha saúde. Tenho 84 anos, minha mente permanece afiada, não sofro de nenhuma doença e não preciso residir em hospital", destaca a entrevistada.





