Belo Horizonte registrou nesta sexta-feira (11) a quarta maior temperatura de 2026, com um registro de 34,6 °C na Pampulha, conforme informa o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Com a marca, a capital mineira atingiu nove dos dez dias mais quentes do ano até então durante o inverno.

O mesmo valor, 34,6 °C, ocorreu como a temperatura mais alta no sexta-feira (11), em Venda Nova. Este ranking compreende as temperaturas registradas pela Defesa Civil de Belo Horizonte, pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e pelo INMET.

Neste domingo (13), a previsão prevê céu claro a parcialmente nublado, com ocorrências de chuva e trovoadas isoladas à tarde. A temperatura mínima registrada na capital foi de 17,8 °C, enquanto a máxima estimada é de 31 °C. A umidade relativa do ar deve ficar em torno de 30% durante o período da tarde.

Os 10 dias mais quentes de 2026 em Belo Horizonte

... 1. 30 de agosto – 35,4 ºC — Pampulha (INMET) 2. 1º de janeiro – 34,8 ºC — Venda Nova (PBH) 3. 9 de agosto – 34,7 ºC — Venda Nova (PBH) 4. 11 de setembro – 34,6 ºC — Venda Nova (PBH) 12 de setembro – 34,6 ºC — Pampulha (INMET) 5. 10 de agosto – 34,5 ºC — Venda Nova (PBH) 6. 5 de setembro – 34,3 ºC — Pampulha (INMET) 7. 21 de agosto – 33,5 ºC — Venda Nova (PBH) 8. 8 de agosto – 33,4 ºC— Venda Nova (PBH) 9. 14 de agosto – 33 ºC — Venda Nova (PBH) 10. 25 de setembro – 32,5 ºC — Venda Nova (PBH)

O ranking revela que apenas um dos dez maiores termômetros do ano ocorreu no início do ano, em 1º de janeiro, quando as temperaturas atingiram 34,8 °C. Os outros nove registros de calor ocorreram entre agosto e setembro.

Condições climáticas para a próxima semana, de 13/09 a 19/09, em Belo Horizonte.

Depois da alta temperatura registrada no sábado, a semana deve apresentar diminuição nas temperaturas e aumento da nebulosidade, com inclinação para a ocorrência de chuva nos primeiros dias. Confira a previsão do tempo para a semana em Belo Horizonte, de acordo com o Climatempo:

  • Domingo (13): temperatura mínima de 18 °C e máxima de 29 °C. O dia apresentará sol acompanhado de aumento gradual de nuvens pela manhã, com previsão de pancadas de chuva e trovoadas à tarde. À noite, o tempo se tornará aberto. A previsão indica precipitação de 5 mm.
  • 14 de Segunda: a temperatura mínima é de 17 °C e a máxima de 29 °C. O sol brilha entre nuvens densas, com previsão de chuva à noite. A previsão chovia 4,9 mm, com probabilidade de chuva de 60%.
  • 15 de terça-feira: mínima de 15 °C e máxima de 28 °C. O dia será de sol intercalado com muitas nuvens, acompanhado de pancadas de chuva no final da tarde e da noite. Prevista uma precipitação de 10,1 milímetros.
  • 16 de quarta-feira: temperatura mínima de 15 °C e máxima de 26 °C. O dia será sem nuvens, com presença de nevoeiro no horário da manhã. À noite, as nuvens aumentam, com previsão de precipitação de 0,6 mm.
  • 17 de Quinta: a temperatura mínima prevê 16 °C e a máxima 22 °C. A expectativa é de sol intercalado por muitas nuvens ao longo do dia, alternando-se com períodos de céu nublado. À noite, as condições mantêm-se com muitas nuvens cobrindo o céu.
  • 18 de sexta-feira: a mínima será de 16 graus e a máxima de 22 graus. O dia apresentará sol intercalado por muitas nuvens, com períodos de céu nublado. A noite também será dominada por muitas nuvens.
  • Sábado (19): temperatura mínima de 16 °C e máxima de 22 °C. Previsão indica presença de sol intercalada por muitas nuvens durante o dia, com intervalos de céu nublado. À noite, a umidade do ar prevê muitas nuvens no céu.

“Montanha-russa” climática

Belo Horizonte experimenta uma verdadeira 'cicatriz de vulcão' climática, oscilando entre dias quentes intensos e períodos de friza e precipitação.

De acordo com um vídeo publicado por um professor de Geografia e doutorando em climatologia, Lucas Oliver, essa grande variação de temperatura não é considerada uma anomalia, mas sim um comportamento normal para o mês de setembro.

Ele explicou que a elevada temperatura é atribuída à influência de uma massa de ar tropical continental na parte central do país.

... Já a queda de temperatura noturna foi resultada pelo avanço de uma massa polar proveniente do sul do continente. 'A partir de 1.500 metros de altitude, os ventos são impulsionados por correntes oceânicas frias e úmidas, sob influência da massa polar atlântica.

Entre 3.000 e 5.000 metros de altitude, os ventos vêm da Amazônia com muita umidade”, detalhou Lucas Oliver. Segundo ele, a junção desse ar gelado com a umidade nas camadas superiores manteve o dia nublado e chuvoso, aumentando a sensação de frio.