Informações sensíveis referentes ao caso Banco Master foram de forma ilegal acessadas de forma não autorizada através da Delegacia da Polícia Federal (PF) localizada em Juiz de Fora, no interior de Minas Gerais. O incidente foi detectado durante uma avaliação aprofundada dos sistemas da instituição policial, conforme consta em um relatório da PF que faz parte da investigação da Operação Compliance Zero.
O conteúdo divulgado era um documento que foi liberado após o ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu remover a sigilo de documentos ligados ao caso. Esses documentos indicam que pessoas que fazem parte de um grupo associado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro estavam tentando obter informações restritas sobre investigações relacionadas ao Banco Master.
De acordo com o relatório, em setembro de 2025, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como 'Sicário', encaminhou a Vorcaro uma captura de tela do sistema ePol, que é utilizado pela Polícia Federal, contendo informações sobre investigações e números de inquéritos.
A partir da descoberta, a PF implementou uma auditoria nos sistemas para determinar a fonte do acesso. O estudo revelou que a consulta em questão partiu da Delegacia da Polícia Federal em Juiz de Fora.
O documento associa o incidente à atuação de um grupo conhecido como 'A Turma', identificado pelos investigadores como responsável por coletar informações confidenciais para indivíduos relacionados a Vorcaro. Entre seus membros, está o ex-policia federal Marilson Roseno da Silva, mencionado na investigação como um dos cabeças do grupo.





