Quatro testemunhas prestaram depoimentos nesta terça-feira (15) durante a sessão do Tribunal do Júri envolvendo Kássio Fernando dos Santos Ragazzi, conhecido como 'DJ Kássio'. Ele é acusado de tentativa de feminicídio contra a ex-namorada Jenifer Cristina de Oliveira Costa, ocorrido em Belo Horizonte. Durante o interrogatório, o suspeito admitiu ter realizado agressões, porém negou que tenha praticado estupro contra ela.
Kássio declarou que os dois se confrontaram reciprocamente no dia do crime. Ele explicou que foi até a residência da ex-mulher apenas para uma conversa, mas deixou o local após as agressões, informando que Jenifer estava consciente e caminhando de forma normal.
O acusado informou que não havia cometido estupro com a ex. Ele alegou que poderia ter pensado melhor e não ter ido até a residência dela naquele dia. Kássio também manifestou estar arrependido por ter chegado às vias de fato.
O incidente ocorreu em 30 de julho de 2024, no bairro Jardim Felicidade, que se localiza na parte norte de Belo Horizonte. De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Kássio teria entrado na residência de Jenifer após o término do relacionamento, após ela recusar manter relações sexuais.
De acordo com a denúncia, ele é acusado de bater a cabeça da vítima contra uma parede e colocar a mão em sua vagina, causando ferimentos e sangramento significativo.
A justiça mineira determinou que Kássio seja submetido ao julgamento pelo Tribunal do Júri e manterá a prisão preventiva. Esta decisão não implica em condenação e será responsabilidade dos jurados decidirem sobre a responsabilidade do acusado.
Prisão mantida
Kássio permanecerá detido. A prisão é resultado da execução de um mandado, não de um flagrante. A audiência de liberdade provisória será realizada para avaliar se o mandado foi cumprido adequadamente e se os direitos do detido foram respeitados.
Depois da sessão de hoje, o caso será remetido novamente à justiça originária.





