O escritório de campanha da vereadora e candidata a deputada estadual Iza Lourença (PSOL) foi alvo de um ataque com bomba de efeito moral na tarde dessa quarta-feira (23). Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o solicitante teria informado que um menor de idade seria um dos responsáveis pelo ocorrido. No entanto, a corporação não repassou mais detalhes sobre o caso.
Em nota divulgada à imprensa, a assessoria de Iza Lourença denunciou que os suspeitos agrediram dois membros da equipe da candidata e roubaram bandeiras de campanha. O texto ainda destacou que “foram deixados no local santinhos de Nikolas Ferreira” e que os envolvidos “afirmaram trabalhar para as campanhas de Flávio Bolsonaro e Flávio Roscoe”.
A candidata classificou a ação como “uma ação nítida de intimidação e de crime de ódio”. Por isso, a equipe reforçou a necessidade de uma investigação imediata “para identificar não apenas os executores do ataques, mas também eventuais responsáveis por sua organização, incentivo ou financiamento”, disse o texto.
“Entre os fatos que precisam ser apurados estão a tentativa de lesão corporal, o aliciamento de menores e a existência de eventual relação entre os responsáveis pelo ataque e o deputado federal Nikolas Ferreira e o vereador Pablo Almeida”, evidenciou a nota.
Além disso, a campanha da candidata ressaltou que não se trata de um episódio “banal” de disputa eleitoral. “Violência política não pode ser tratada como método de campanha. Quem atacou, quem participou e quem eventualmente ordenou ou incentivou o ataque precisa responder pelos seus crimes”, finalizou o texto.
Duda Salabert (Psol), candidata à reeleição como deputada federal, manifestou apoio e solidariedade à colega de legenda. Em nota enviada ao Radar BH, a parlamentar destacou que o ocorrido faz “parte do contexto de ódio político que vem avançando sobretudo contra candidaturas femininas. Nossa existência incomoda aqueles que não sabem lidar com o fato de que ocuparemos espaços de poder”. No início deste mês, a parlamentar foi alvo de agressões durante uma ação em que ela investigava roubo de minério na divisa entre BH e Nova Lima.
Procurado pela reportagem, Nikolas Ferreira respondeu: “Por gentileza, parem de querer buscar votos em cima de mim. Grato”.
O tenta contato com Flávio Bolsonaro e Flávio Roscoe.





