A parentes de Cynthia Augusto Ferraz Penedo Mendes, de 42 anos, confirmaram que ela foi encontrada. A engenheira civil, que residia em Belo Horizonte, estava desaparecida desde a madrugada da quarta-feira (9). Ela deixou a casa de uma amiga, localizada no bairro Santo Antônio, região Centro-Sul da capital mineira, sem informar qual seria seu destino.
De acordo com os familiares, Cynthia estava em casa da amiga, que estava tentando auxiliá-la. Ela deixou o imóvel sem levar o celular, carteira ou outros pertences. A família informou que Cynthia enfrenta um quadro de depressão. Os parentes também mencionaram que ela não bebe, não usa drogas, não faz uso de medicamentos e não tem vícios.
Um documento de ocorrência foi encaminhado à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que investigava os fatos do desaparecimento. Em uma declaração, o órgão informou que o paradeiro dela é conhecido pela família e que não há sinais de crime.
Desaparecidos em Minas
Em 2026, o número de pessoas desaparecidas nos primeiros seis meses de julho foi superior à média registrada nos últimos dez anos. Os dados foram divulgados pelo Ministério de Justiça e Segurança Pública, através do painel de indicadores estatísticos. Entre 2017 e 2025, a média anual de registros de pessoas desaparecidas foi de 4.254 por semestre, enquanto no primeiro semestre de 2026, o número subiu para 4.864, um aumento de 14%. Se apenas os primeiros seis meses de cada ano são considerados, o número de 2026 supera todos os anos anteriores. (veja a tabela abaixo).
Somando o total de pessoas desaparecidas apenas no primeiro semestre dos anos entre 2017 e 2026, Minas Gerais teve 39.588 casos, sendo 17 pessoas por dia. Ao todo, nos últimos dez anos, são 76.585 desaparecidos.
Se comparado ao pico da pandemia, o dado de 2026 mostra um aumento de quase 36% em relação ao primeiro semestre de 2023, período que registrou o menor número de registros, totalizando 3.572. Se considerados os primeiros semestres de todos os últimos dez anos, o de 2023 supera todos os outros.
Desaparecidos em Minas Gerais / registro 1º semestre - 2017/2026
Em todo o Brasil, Minas Gerais aparece em segundo lugar na contagem de desaparecidos em 2026, com 4.864 registros. Por outro lado, São Paulo lidera a lista, com mais de 10 mil casos neste ano.
A norma legislativa conhecida como Lei Federal nº 13.812, criada em 2019, instituiu o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, que integra e compartilha informações de todo o território nacional. Essa legislação também previu que o registro de desaparecimento e o início das buscas devem ser realizados imediatamente, não mais exigindo o prazo de 24 horas.
Saiba como registrar um desaparecimento
O Ministério de Justiça e Segurança Pública recomenda que, a partir do momento em que se perceba o desaparecimento de uma pessoa, seja imediatamente feito um registro de ocorrência no endereço mais próximo de uma delegacia de polícia. Todas as unidades policiais têm o dever de registrar esse tipo de ocorrência. Não há necessidade de aguardar 24 horas para isso.
Durante a apresentação na delegacia, é essencial disponibilizar todas as informações relevantes sobre a pessoa desaparecida. Isso inclui nome completo, idade, descrição física, roupas que estava vestindo e as circunstâncias do ocorrido.
Posteriormente, as autoridades oferecerão as devidas orientações para assegurar que a busca seja tanto eficaz quanto segura.
Para divulgar o desaparecimento, utilize sempre os contatos oficiais da polícia para evitar engane e fraude. Não é recomendado a divulgação de telefones e contatos pessoais.
Mais detalhes, como a Cartilha de Orientações sobre Pessoas Desaparecidas, podem ser obtidos acessando o site do Ministério de Justiça e Segurança Pública.





