A justiça confirmou a manutenção da prisão preventiva de um policial civil acusado de manipular provas, relacionadas a uma apreensão de drogas, durante um mandado de busca e apreensão na área da Pampulha, em Belo Horizonte. A decisão foi formalizada nesta terça-feira (15), durante a audiência de custódia. Além disso, os oficiais da Polícia Civil retornaram ao local do ocorrido na mesma data.

O agente foi detido nesta segunda-feira (14), em decorrência de uma ação conjunta da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, que investiga três policiais por suspeita de inserir drogas em uma residência durante uma operação realizada em 7 de agosto. Outros dois indivíduos estão sob prisão preventiva e são procurados por este caso.

Durante a ação, um conselheiro tutelar e seu filho foram detidos em flagrante sob suspeita de envolvimento com o tráfico de entorpecentes. Na residência, a polícia do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc) encontrou uma pistola calibre 9 mm com kit de rajadas, 42 munições, dispositivos de comunicação e um tablete de maconha com uma quantidade de 740,43 gramas. Ambos permanecem detidos preventivamente.

Um debate emergiu diante da sospeita da actuacao policial

A dúvida sobre a atuação de três profissionais suspeitos de falsificar uma apreensão de drogas surgiu após a família questionar a origem do material, localizado em uma sapateira. A diligência, que incluiu a filmagem pelos próprios policiais civis, foi posteriormente examinada pela Corregedoria. De acordo com a defesa, as gravações levantaram suspeitas sobre a dinâmica da busca, especialmente a presença aparente de um volume sob a roupa de um dos agentes.

Em uma nota divulgada à mídia, a defesa de Bruno e Matheus, que são pai e filho e foram detidos após supostamente realizar um encontro com drogas em sua residência, também afirma que duas testemunhas civis chamadas para acompanhar a busca não confirmaram ter visto os policiais localizando a droga.

As imagens da diligência, divulgadas pela própria Polícia Civil, levantam suspeitas sobre a efetividade da busca, especialmente com a visibilidade de um objeto sob a roupa de um dos policiais.

A supervisão judiciária executou ordens de busca e apreensão e medidas cautelares preventivas contra os oficiais acusados. A defesa de Bruno e Matheus já entregou solicitações de liberdade para ambos e aguarda a decisão judicial.

Em um comunicado, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apenas manifestou o seu não concordância com possíveis desvios de conduta de seus funcionários. Adicionalmente, informou que a Corregedoria-Geral está realizando as investigações sobre os fatos em questão.