A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), durante uma reunião com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) nesta terça-feira (15), levantou a possibilidade de sabotagem relacionada aos quatro rompimentos consecutivos de adutoras que ocorreram nas últimas semanas na região metropolitana de Belo Horizonte.
De acordo com a empresa, a hipótese, que também abrange danos ao sistema de controle de odores localizado na Lagoa da Pampulha, surgiu após os primeiros estudos realizados pela companhia mesma.
A assembleia incluiu a participação da presidente da Copasa, Marília Carvalho, que comunicou a transferência dos dados coletados para o Ministério Público (MPMG). Com base na avaliação desses materiais, o órgão poderá então iniciar uma investigação criminal para apurar os casos registrados.
Relembre os casos
Desconexão no pavimento da rua Xapuri, localizada no bairro Nova Granada.
O primeiro rompimento aconteceu no dia 19 de agosto. Uma adutora da Copasa estourou durante a madrugada no bairro Nova Granada, na Região Oeste de Belo Horizonte. Este incidente causou um buraco em uma casa de dois andares, além de afundamento do asfalto em diversas áreas e alagamento na rua Xapuri e na avenida Barão Homem de Melo.
Um registro de vídeo capturou exatamente o instante em que a inundação de lama escapa debaixo do solo, cobrindo as duas faixas da avenida Barão Homem de Melo. A intensidade da água foi tão grande que conseguiu empurrar materiais de asfalto, tampas de bueiros e até entortar a porta de um estabelecimento comercial.
O edifício composto por dois andares, habitado por duas unidades familiares, foi totalmente isolado pela Defesa Civil de Belo Horizonte. Durante a inspeção, os profissionais observaram um problema erosivo na base da edificação, visível a exposição das fundações, o que representa um risco à segurança da estrutura.
Desconexão na Praça Guimarães Rosa - bairro Cidade Nova
No dia 6 de setembro, uma seção da rede de abastecimento de água rompeu na Praça Guimarães Rosa, localizada no bairro Cidade Nova, na Nordeste de Belo Horizonte. Moradores registraram através de imagens um grande volume de água vazando na calçada.
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Fracasso na comunidade Milionários - zona do Barreiro.
No dia 07 de setembro, ocorreu o rompimento de uma adutora na avenida Caio Piriji, no bairro Milionários, em Barreiro, causando alagamento na avenida Olinto Meireles, uma das vias mais importantes daquela área. Este incidente impactou o fornecimento de água para 65 bairros de Belo Horizonte, localizados em três regiões: Barreiro, Sul-Centro e Oeste.
Falha na或多边形边界线BR-040 – Kennedy bairro, em Contagem.
No dia 08 de setembro, ocorreu um vazamento na adutora da Copasa próxima às margens da BR-040, próximo à Ceasa, resultando em 2.632 residências sem acesso à água em Contagem. De acordo com a concessionária, o rompimento afetou 13 bairros.
Segundo a empresa, o rompimento foi temporário e não estava relacionado às obras realizadas no bairro Nova Granada, na região Oeste, e no Milionários, na zona do Barreiro. De acordo com a Companhia, uma avaliação inicial apontou que uma 'movimentação de solo na faixa de domínio da rodovia' teria causado o vazamento.
Danos ao sistema de tratamento de odores – Lagoa da Pampulha
No dia 09 de setembro, um sistema projetado para eliminar o odor ruim na área da Lagoa da Pampulha, localizada em Belo Horizonte, sofreu destruição por parte de vandalismo e teve elementos elétricos roubados. A destruição interrompeu completamente o funcionamento do equipamento e foi constatada durante uma verificação de rotina.
O sistema antiodor foi recentemente instalado na barragem da Lagoa da Pampulha, em uma unidade próxima ao Aeroporto da Pampulha. Este dispositivo teve um investimento de aproximadamente R$ 240 mil, destinado a diminuir a concentração de gases que causam o mau cheiro na área.
A Copasa anunciou a realização de reparos no equipamento, considerando que os danos são significativos e a restauração do serviço exige profissionais qualificados. Conforme informado, o sistema deve ser reativado em cerca de um mês.





