Na segunda fase de votação, na terça-feira (15), a Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) aprovou o Projeto de Lei 646/2026, que permite à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) contrair empréstimo de até R$ 1 bilhão para executar melhorias no Anel Rodoviário Celso Mello Azevedo. O projeto foi originado pelo Executivo, que argumentou que a via requer ampliação de viadutos, ajuste das alças de acesso, além de restauração e instalação de passarelas.

Quando encaminhou o projeto aos vereadores, o prefeito Álvaro Damião (União) destacou que o Anel Rodoviário recebe entre 120 mil e 150 mil veículos diariamente. Ele apontou que a via desempenha papel estratégico tanto como rota urbana quanto como meio de escoamento da produção dos polos industriais da Grande BH.

Damião alertou que o traçado apresenta estreitamentos de vias, falta ou condição inadequada de acostamentos e interrupções nas pistas laterais, o que prejudica a fluidez do tráfego e aumenta a probabilidade de acidentes. Adicionalmente, os acessos às vias centrais e às ruas urbanas conectadas são inadequados, os pontos de ônibus estão localizados em lugares impróprios e há escassez de passarelas, colocando a população em risco de travessias inseguras.

Além das ações já mencionadas, Damião ressaltou que o Anel Rodoviário ainda requer obras para remover afunilamentos, com melhorias estruturais em toda a extensão. No plano, a prioridade será para a Praça São Vicente, os viadutos Teresa Cristina e São Francisco, bem como o viaduto e os acessos da Avenida Amazonas e da BR‑040. O financiamento pode ser obtido junto ao Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) ou outra entidade bancária.

Encontro com Dilma

Durante uma viagem oficial à China em outubro do ano anterior, o prefeito Álvaro Damião se reuniu com Dilma Rousseff, que ocupa a presidência do NBD. Naquele encontro, o líder do Executivo informou que solicitou um empréstimo junto ao banco do Brics.

Agenda de trabalho com a presidente do Banco do Brics, Dilma Rousseff, em Xangai. Quando mencionei que estava em busca de recursos para as obras estruturantes do Novo Anel, ela perguntou: 'quanto custa?'. Eu respondi: '1 bilhão'. Ela converteu imediatamente para dólares e disse: 'está garantido', disse o prefeito em uma publicação na época.