Uma jovem mineira, de 21 anos, foi deportada dos Estados Unidos para a República da Libéria, na África, após passar mais de um ano detida no país. Natural de Caratinga, no Vale do Rio Doce, Paola Santos residia há cinco anos nos EUA e agora está em território africano sem ter certeza de quando poderá retornar ao Brasil. O caso foi divulgado pelo programa Fantástico, da TV Globo, neste domingo (6).

Paola exercia atividades de limpeza em obras no estado de Massachusetts quando foi detida pelo Serviço de Imigração e Aduana dos Estados Unidos (ICE). De acordo com o relato do programa, ela ficou presa por um ano e três meses e foi encaminhada a várias unidades prisionais em diferentes estados americanos.

Em agosto, uma mineira foi transportada por avião sem conhecer o destino final. O voo, que durou aproximadamente 16 horas, foi um percurso semelhante a uma viagem secreta. Durante todo o trajeto, Paola se encontrava algemada, com as mãos, pés e cintura amarrados.

Mineira tenta voltar ao Brasil

Sem data estabelecida para retornar à Libéria, Paola depende da atuação das autoridades brasileiras e das condições impostas pelas autoridades locais para determinar os próximos movimentos.

O caso de Paola gerou destaque, uma vez que, ao invés de ser enviada diretamente para o Brasil, a mineira foi encaminhada para um país que não possui vínculo de nacionalidade com ela. No entanto, a deportação faz parte de uma política do governo dos Estados Unidos que permite a transferência de imigrantes para países terceiros, distintos dos seus países de origem.

De acordo com o Fantástico, o governo brasileiro monitora situações envolvendo cidadãos brasileiros que são enviados a países africanos dessa maneira.

Mais um cidadão brasileiro é preso na Guiné Equatorial

Um outro caso envolvendo um brasileiro que foi deportado pelos Estados Unidos foi revelado pelo programa Fantástico. Pietro Graza de Lima, um homem de 57 anos nascido em Pernambuco, que residia na Flórida, também foi enviado para um país africano.

Inicialmente, ele viajava com outros imigrantes rumo à Libéria. No entanto, após um grupo recusarem-se a desembarcar da aeronave, o voo foi redirecionado para a Guiné Equatorial.

Pietro chegou em Malabo, a capital do país, e foi transferido para um hotel designado pelas autoridades locais. O brasileiro continua no território enquanto o governo brasileiro monitora seu caso.