A candidata a deputada estadual Bella Gonçalves (PT) acusou, nesta terça-feira (9), ter recebido ameaças de morte e estupro. Em uma declaração divulgada nas redes sociais, a equipe de Bella afirma que as mensagens contêm um forte conteúdo de violência política de gênero, visando intimidá-la e afastá-la da vida pública.

De acordo com a assessoria, o comitê executivo da campanha também sofreu com vandalismo: a placa que identificava a candidatura foi retirada. Para a equipe, o incidente faz parte da mesma estratégia de intimidação.

De acordo com a nota, as ameaças não se limitaram à candidata, mas também atingiram seus familiares. A assessoria informou que dados pessoais tanto de Bella quanto de sua família foram expostos nas mensagens. 'Isso não é um debate político. É crime. A legislação eleitoral reconhece a violência política de gênero como qualquer ato que busque impedir ou restringir a participação de uma mulher na política, em razão do seu gênero e sexualidade', declarou a equipe da candidata.

Ao final da nota, a equipe de assessoria informou que as medidas necessárias já foram implementadas, envolvendo o chamado da polícia e das autoridades judiciais para identificar os indivíduos responsáveis pelas ameaças. Para preservar a continuidade da investigação, os pormenores do caso não serão compartilhados neste momento.

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Outro contendente do PT se queixa de agressões

Além de Bella Gonçalves, a candidata a deputada federal Ana Elisa (PT), de 21 anos, também denunciou receber ameaças de morte, estupro e ataques racistas por e-mail. De acordo com a assessoria, as mensagens foram enviadas no último sábado (5). O autor se apresentou como integrante de um grupo supremacista branco e mencionou dados pessoais da candidata.

A entidade comunicou que as medidas policiais e judiciais já foram implementadas para identificar o responsável. Os aspectos do caso serão preservados para não comprometer as investigações nem agravar a intimidação. 'Esta candidatura não permitirá que o racismo, ameaças, violência sexual ou violência política de gênero sejam considerados parte normal do ambiente público. A tentativa de intimidar uma mulher negra para afastá-la da disputa política será respondida com denúncia, investigação, responsabilização e campanha eleitoral nas ruas', declarou a assessoria.

Duda Salabert foi agredida durante ação

A legisladora federal Duda Salabert (Psol) enfrentou uma violência durante a madrugada do último sábado (5), quando se deslocava entre Belo Horizonte e Nova Lima, zona metropolitana, para investigar denúncias de extração ilegal de minérios. De acordo com o registro policial, ela e um funcionário foram violentamente atacados por dois indivíduos. A deputada foi necessariamente transportada até o Hospital Mater Dei, em Nova Lima, e há suspeitas de fratura no braço.

De acordo com a Polícia Militar, o chamado foi feito por volta das 0h23, momento em que a deputada já se encontrava em um hospital. Duda e seu assessor relataram aos policiais que estavam em uma área próxima à entrada para Nova Lima, que foi identificada como um local suspeito de extração e furto de minério, quando perceberam a movimentação suspeita de indivíduos. A deputada teria começado a filmar o local, mas os suspeitos retornaram em sua direção.

Segundo o registro no Bo, Duda e seu assessor tentaram escapar por um barranco, mas acabaram sendo alcançados pelos suspeitos. O assessor contou à polícia que foi preso por um dos criminosos, enquanto o outro roubou seu telefone e arremessou-o longe. Em seguida, ele sofreu agressões com chutes nas partes superiores do corpo. A deputada relata ter sido abordada e agredida, além de ter tido seu telefone roubado e arremessado pelos autores.

Veja o depoimento de Duda

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